O sítio arqueológico do Engenho dos Índios é um sítio arqueológico situado no município de Conceição dos Ouros, no sul do estado de Minas Gerais, Brasil. O local é citado em fontes oficiais e turísticas como um dos sítios arqueológicos do município, juntamente com o Sítio arqueológico do Dorgão e o sítio arqueológico Forno de Barranco.A denominação Engenho dos Índios para o local era usada por moradores mais antigos da cidade.
Contexto arqueológico Conceição dos Ouros possui um conjunto expressivo de vestígios arqueológicos indígenas e históricos, estudados desde o final do século XX. Relatórios patrimoniais municipais indicam que pesquisas e salvamentos arqueológicos no município revelaram evidências materiais associadas a diferentes ocupações humanas pretéritas, com sítios classificados como cerâmicos, líticos e históricos. Segundo relatório da Fundação Araporã, a região de Conceição dos Ouros apresenta registros de ocupações ligadas a grupos dos troncos tupi-guarani e jê, além de contextos históricos associados ao processo de ocupação colonial e pós-colonial do sul de Minas Gerais. O mesmo relatório lista sítios arqueológicos conhecidos na região, incluindo sítios cerâmicos, líticos e históricos em Conceição dos Ouros e municípios vizinhos. A documentação arqueológica municipal registra a atuação de instituições como o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Museu Arqueológico, Histórico, Cultural e Ambiental de Conceição dos Ouros (MAHCA), também conhecido como Museu do Índio.
Pesquisas arqueológicas em Conceição dos Ouros As primeiras intervenções arqueológicas conhecidas em Conceição dos Ouros ocorreram no fim da década de 1990, quando técnicos do IEPHA realizaram escavações em área de sepultamento indígena no centro da cidade, resgatando urnas funerárias com evidências ósseas. Em 2000, novo resgate arqueológico recolheu outra urna funerária e contas de cristal, em contexto associado à tradição tupi-guarani. Em 2001, a Prefeitura Municipal de Conceição dos Ouros estabeleceu convênio com a UFMG para a realização de escavações e estudos arqueológicos em diferentes pontos do município. No âmbito dessas atividades, foram investigados sítios como o Lico, a Creche, a Fazenda do Pinhal e o Dorgão, além do estudo de materiais cerâmicos, líticos e ósseos no MAHCA. O Engenho dos Índios surge como uma das denominações relacionadas ao patrimônio arqueológico local no contexto da pesquisa de Paulo Araújo de Almeida, desenvolvida no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, analisando a arqueologia de Conceição dos Ouros em sua relação com a história local, a identidade municipal, a musealização dos achados e a espacialidade dos sítios arqueológicos.
Preservação e divulgação O sítio é divulgado no conjunto de atrativos culturais e arqueológicos de Conceição dos Ouros, ao lado do Museu Arqueológico, Histórico, Cultural e Ambiental, do sítio arqueológico do Dorgão e do sítio Forno de Barranco. O MAHCA é descrito pelo Instituto Brasileiro de Museus como instituição dedicada à preservação da história e do patrimônio arqueológico do município, abrigando materiais arqueológicos, incluindo urnas funerárias relevantes para estudos científicos e culturais. Os relatórios patrimoniais municipais destacam que a guarda e a pesquisa dos acervos arqueológicos de Conceição dos Ouros, como o do Engenho dos Índios, são fundamentais para a compreensão do processo de ocupação histórica e pré-colonial da região.
Referências