Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado de Minas Gerais. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto As pesquisas eleitorais realizadas em Minas Gerais em 2026 apresentaram grande volume e diversidade de institutos, contratantes e metodologias. Até 18 de agosto, haviam sido registrados 26 levantamentos envolvendo o estado, realizados por 18 institutos, com custo declarado total de R$ 2.095.242 e previsão de 33.950 entrevistas. A mediana das amostras era de 1.416 entrevistados por pesquisa. O volume de pesquisas acompanha o peso eleitoral de Minas Gerais, que possui 16.377.659 eleitoras e eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, sendo o segundo maior eleitorado estadual do país, atrás apenas de São Paulo. Entre os institutos com maior número de levantamentos registrados estavam o Real Time Big Data e o Instituto Veritá, com três pesquisas cada, além de DataTempo, F5 Atualiza Dados, INPAC e Quaest, com dois levantamentos cada. Também foram registrados levantamentos de AtlasIntel, DataPovo, Datafolha, Doxa, Instituto Gazeta, Instituto Paraná de Pesquisas, Instituto Panorama, 100% Cidades e outros institutos. A diversidade de institutos foi acompanhada por diferentes formas de financiamento. Entre os contratantes identificados nos registros estavam o Banco Genial, Sempre Editora, Empresa Folha da Manhã, Fundação Educativa e Cultural do Alto Paranaíba, Futura Consultoria e Assessoria, Globo Comunicação e Participações, além dos próprios institutos em levantamentos realizados por iniciativa própria. Os custos declarados variaram consideravelmente. Algumas pesquisas foram registradas por valores relativamente baixos, como levantamentos de R$ 5 mil ou R$ 6,5 mil, enquanto pesquisas de institutos nacionais apresentaram valores superiores a R$ 100 mil. A pesquisa da Quaest registrada sob o número MG-03490/2026, por exemplo, teve custo declarado de R$ 233.840, enquanto outro levantamento posterior da mesma empresa foi registrado por R$ 233.840. A pesquisa Datafolha de agosto teve custo declarado de R$ 162.052 e a pesquisa Veritá registrada em agosto apresentou valor de R$ 156.310. As diferenças de custo ocorreram paralelamente a diferenças nos tamanhos das amostras e nos métodos empregados. Entre as pesquisas estaduais registradas estavam levantamentos com 400, 510, 1.000, 1.200, 1.350, 1.482, 1.500, 1.560, 1.600, 2.000 e mais de 2.000 entrevistados. A pesquisa AtlasIntel registrada sob o número MG-01664/2026, por exemplo, utilizou 2.200 entrevistados e coleta aleatória por questionário estruturado na internet, seguida de pós-estratificação segundo características do eleitorado mineiro. O levantamento teve custo declarado de R$ 75 mil. A Quaest empregou metodologia diferente. Na pesquisa MG-03490/2026, foram previstas 1.482 entrevistas pessoais e domiciliares, realizadas presencialmente por profissionais treinados. O desenho amostral combinou sorteio probabilístico de municípios e setores censitários fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seguido da seleção dos entrevistados por cotas amostrais. O Datafolha também utilizou entrevistas presenciais, mas com abordagem em pontos de fluxo populacional. A pesquisa registrada sob o número MG-00446/2026 ouviu 1.204 eleitores e tomou o eleitorado de Minas Gerais como universo da pesquisa. O Real Time Big Data, por sua vez, realizou levantamentos estaduais utilizando entrevistas pessoais. A pesquisa registrada sob o número MG-06475/2026 ouviu 2.000 eleitores entre 25 e 29 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento teve custo declarado de R$ 30 mil, pago com recursos próprios. A diversidade metodológica tornou frequente a realização de pesquisas com diferentes métodos e períodos de coleta. Em abril, por exemplo, a Quaest realizou 1.482 entrevistas em Minas Gerais como parte de uma pesquisa nacional com 11.646 entrevistas distribuídas por dez estados. A coleta foi presencial e ocorreu entre 21 e 28 de abril, com nível de confiança de 95% e margem máxima de erro de dois pontos percentuais. A proximidade entre diferentes levantamentos também permitiu comparar pesquisas produzidas por institutos distintos. Em julho, por exemplo, o Real Time Big Data realizou entrevistas entre 25 e 29 de julho, enquanto a Quaest realizou outro levantamento estadual entre 22 e 26 de julho. Embora os dois estudos tenham utilizado amostras próximas em tamanho, os métodos de coleta e os questionários não eram necessariamente idênticos, circunstância que deve ser considerada na comparação de seus resultados. As pesquisas também apresentaram diferenças quanto à cobertura territorial. Alguns levantamentos tiveram como universo todo o eleitorado mineiro, enquanto outros foram realizados especificamente em determinados municípios. O registro MG-09598/2026 do Ipsensus, por exemplo, correspondeu a uma pesquisa municipal em Ituiutaba, com 400 entrevistas, enquanto a maior parte dos levantamentos listados no período tinha abrangência estadual. A existência de pesquisas municipais junto a levantamentos estaduais amplia a diversidade do conjunto registrado em Minas Gerais. O sistema de registro permite pesquisas destinadas a cargos estaduais e nacionais e também levantamentos voltados a eleições ou disputas municipais específicas, desde que observadas as regras aplicáveis ao respectivo universo eleitoral. O financiamento por recursos próprios dos institutos constituiu outro aspecto relevante das pesquisas mineiras. A pesquisa Real Time Big Data MG-06475/2026, por exemplo, foi registrada com custo de R$ 30 mil e pagamento com recursos próprios. O mesmo instituto havia realizado em março pesquisa nacional com recorte para Minas Gerais utilizando 2.000 entrevistas e custo declarado de R$ 80 mil, também pago com recursos próprios. O autofinanciamento tornou-se uma característica relevante do mercado nacional de pesquisas em 2026. Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo identificou institutos que realizaram numerosas pesquisas com recursos próprios. A AtlasIntel havia registrado 18 pesquisas autofinanciadas até o período analisado, com custo total de R$ 1,3 milhão, enquanto o Paraná Pesquisas registrara 16 levantamentos dessa natureza, somando R$ 687 mil. O levantamento também identificou pesquisas autofinanciadas do Veritá e de outros institutos. A forma de financiamento das pesquisas tornou-se objeto de discussão porque a legislação exige que os registros indiquem o contratante, o valor e a origem dos recursos utilizados para a realização dos levantamentos. O Tribunal Superior Eleitoral mantém consulta pública aos registros das pesquisas, permitindo a fiscalização das informações declaradas pelos institutos e contratantes. A quantidade de pesquisas em Minas Gerais também aumentou à medida que se aproximou o período oficial de campanha. Até agosto, haviam sido registrados levantamentos de institutos de diferentes perfis, desde empresas nacionais com grandes amostras e custos elevados até institutos regionais com amostras menores e valores de contratação mais baixos. As pesquisas de grande porte tiveram papel relevante na produção de dados sobre o eleitorado mineiro. A Datafolha realizou 1.204 entrevistas em agosto, a Quaest realizou 1.482, o Real Time Big Data 2.000 e o Veritá 2.030 em alguns de seus levantamentos estaduais. O AtlasIntel utilizou 2.200 entrevistas em sua pesquisa de março. A sucessão de pesquisas também permitiu que diferentes institutos acompanhassem as mudanças no cenário eleitoral ao longo do primeiro semestre. A Quaest, por exemplo, realizou levantamentos em abril e julho, enquanto Real Time Big Data, Veritá, DataTempo e outros institutos também produziram séries de pesquisas em diferentes momentos do ano. No caso da Quaest, a pesquisa de abril fez parte de um levantamento nacional que permitiu comparar a avaliação do cenário presidencial em Minas Gerais com outros grandes estados brasileiros. A amostra mineira de 1.482 entrevistas foi uma das maiores utilizadas pela empresa no levantamento, ficando atrás apenas da amostra paulista. A presença de Minas Gerais em pesquisas nacionais também decorre de seu peso eleitoral e de sua diversidade regional. O estado possui 16.377.659 eleitores aptos a votar em 2026, distribuídos por diferentes regiões e realidades socioeconômicas, tornando sua amostragem um dos principais desafios metodológicos para levantamentos estaduais. A Justiça Eleitoral mantém regras específicas para o registro e a divulgação das pesquisas. O Tribunal Superior Eleitoral exige que os levantamentos destinados ao conhecimento público sejam registrados previamente e que sejam informados elementos como metodologia, plano amostral, margem de erro, nível de confiança, questionário, contratante e origem dos recursos. O próprio TRE-MG disponibiliza, em sua página das Eleições 2026, um guia específico sobre propaganda e pesquisa eleitoral, reunindo orientações relativas às regras aplicáveis aos levantamentos durante o período eleitoral. A existência de diferentes métodos de coleta também é relevante para a interpretação dos resultados. Entre as pesquisas registradas em Minas Gerais havia levantamentos presenciais, domiciliares, telefônicos e pela internet. O AtlasIntel utilizou coleta aleatória por questionário web, enquanto Quaest e Datafolha utilizaram entrevistas presenciais e o F5 Atualiza Dados declarou entrevistas por telefone. Essas diferenças metodológicas significam que levantamentos realizados em períodos próximos não constituem necessariamente medições idênticas. O tamanho da amostra, a forma de seleção dos entrevistados, a modalidade de entrevista, a formulação das perguntas, o período de campo e os procedimentos de ponderação podem produzir diferenças entre pesquisas sem que uma delas seja necessariamente irregular. Em 2026, Minas Gerais também passou a integrar discussões nacionais sobre a fiscalização e a metodologia das pesquisas eleitorais. Em julho, o Tribunal Superior Eleitoral realizou reunião com representantes de institutos de pesquisa após controvérsias envolvendo decisões judiciais que haviam suspendido levantamentos em diferentes unidades da Federação. O encontro discutiu critérios e parâmetros para a realização e divulgação das pesquisas durante o processo eleitoral. A discussão nacional foi particularmente relevante para Minas Gerais por ser um dos maiores mercados de pesquisas do país. Até agosto, 18 institutos diferentes haviam registrado levantamentos envolvendo o estado, com 26 pesquisas e mais de 33 mil entrevistas previstas. Não foram identificadas, nas fontes consultadas para este levantamento, decisões do TRE-MG em 2026 que tenham proibido de forma documentada a divulgação de uma das principais pesquisas estaduais incluídas no conjunto de 26 registros contabilizados até 18 de agosto. Isso diferencia Minas Gerais de outros estados em que decisões judiciais contra determinados institutos tiveram maior repercussão pública durante o mesmo período. A Justiça Eleitoral, contudo, mantém mecanismos de fiscalização dos registros e de eventual questionamento das pesquisas. Assim, as pesquisas eleitorais em Minas Gerais em 2026 caracterizaram-se pelo elevado volume de levantamentos, pela participação de numerosos institutos e pela diversidade de métodos de coleta, tamanhos de amostra, contratantes e formas de financiamento. Até 18 de agosto, eram 26 pesquisas registradas, realizadas por 18 institutos, com custo declarado de R$ 2,095 milhões e previsão de 33.950 entrevistas. Os levantamentos variaram de pesquisas municipais com algumas centenas de entrevistas a pesquisas estaduais com mais de 2 mil entrevistados, utilizando entrevistas presenciais, domiciliares, telefônicas e coleta pela internet. A relevância eleitoral de Minas Gerais, segundo maior eleitorado do país, contribuiu para a presença frequente do estado tanto em pesquisas específicas para a disputa estadual quanto em levantamentos nacionais com recortes regionais. A variedade metodológica e financeira dos levantamentos tornou a comparação entre pesquisas dependente da consideração de seus respectivos períodos de campo, planos amostrais, métodos de entrevista e fontes de financiamento.

Primeiro Turno (Governador)

2026

Agosto - Outubro

Janeiro - Julho

Segundo Turno (Governador)

Cleitinho e Alexandre Kalil

Cleitinho e Patrus

Hipóteses com Rodrigo Pacheco

Hipóteses com Marcelo Aro

Senador

2026

Agosto - Outubro

Abril - Julho

Janeiro - Março

Notas e referências

Notas

Referências