Grande Angular

O candidato ao Senado Marcel van Hattem afirma que publicações sobre doador de sua campanha são falsas e pede investigação da PF

Felipe Salgado

20/09/2026 12:31, atualizado 20/09/2026 12:42

Reprodução

O candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul Marcel van Hattem (Novo) levou à Justiça Eleitoral uma notícia-crime contra a também candidata ao Senado Manuela D’Ávila (PSol). O pedido foi apresentado na sexta-feira (18/9).
Van Hattem afirma que publicações feitas pela adversária nas redes sociais trazem informações falsas sobre o empresário Rui Denardin, apontado como doador de sua campanha, e pede que a Polícia Federal investigue o caso.
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Segundo a representação, Manuela publicou, em 11 de setembro, um vídeo e um carrossel no Instagram nos quais relacionou Denardin ao Banco Luso Brasileiro e afirmou que ele teria lavado dinheiro para o PCC.
No vídeo, ela disse: “Esse senhor, que lavou dinheiro para o PCC, fez doações para um candidato ao Senado”. Em outra publicação, segundo a notícia-crime, Manuela chamou Denardin de “acionista de banco investigado por ligação com o PCC”.
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Os advogados de van Hattem afirmam que as informações são falsas. A defesa cita uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a remoção de quatro publicações relacionadas ao caso.
Segundo trecho da decisão reproduzido na peça, a documentação apresentada não sustentava a acusação de que Denardin teria lavado dinheiro para o PCC. A decisão também registra que as reportagens citadas na ação distinguiam a investigação relacionada ao Banco Luso Brasileiro da pessoa de Denardin.
Na sentença mencionada na notícia-crime, a Justiça Eleitoral afirmou que uma investigação envolvendo uma pessoa jurídica não permite, sem elementos individualizados, atribuir a mesma conduta à pessoa física do doador.
A decisão apontou como falsa a imputação pessoal de lavagem de dinheiro e ligação com o PCC atribuída a Denardin.
A representação também relata que Manuela pediu aos seguidores que compartilhassem uma das publicações, com a frase: “Compartilhem. Algoritmo não está distribuindo”.
Os advogados afirmam que o vídeo chegou a quase 500 comentários e mais de mil compartilhamentos em oito horas. Outra publicação alcançou quase 900 comentários e quase 3 mil compartilhamentos, segundo a peça.
Os advogados também afirmam que Manuela voltou a abordar o assunto em debates e publicou novos conteúdos sobre o caso nas redes sociais.
A defesa do parlamentar solicitar a apuração de outras pessoas que tenham participado da disseminação das publicações e que o Instagram preserve os conteúdos e os respectivos links.

