Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo de São Paulo.

Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo de São Paulo.
Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo de São Paulo. · Imagem: Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo de São Paulo. Foto: Globo/ Bob Paulino

Foto: Globo/ Bob Paulino

Transporte e educação são temas do 3º bloco de debate entre Tarcísio e Haddad na Globo; acompanhe ao vivo
Transporte e educação são temas do 3º bloco de debate entre Tarcísio e Haddad na Globo; acompanhe ao vivo · Imagem: Source: www.terra.com.br

Os candidatos a governador de São Paulo participaram, nesta terça-feira, 29, de um debate promovido pela TV Globo. Estiveram presentes os candidatos Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O debate foi marcado pela nacionalização dos discursos, com menções às atuações dos dois como ministros, além da defesa dos legados de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O encontro entre os candidatos ao governo foi o último antes do primeiro turno das eleições, que acontecem neste domingo, 4.

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Primeiro bloco - Segurança e saúde

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A segurança pública marcou o primeiro bloco do debate. Haddad abriu o bloco perguntando a Tarcísio sobre a atuação do Comando Vermelho nas regiões de Piracicaba e Rio Claro. O candidato do PT afirmou que o governador havia debochado anteriormente das informações sobre a presença da facção, mas depois reconhecido a existência de um núcleo de inteligência do grupo na Baixada Santista. Ele questionou se Tarcísio continuaria negando a atuação do CV e quais medidas adotaria para reforçar a segurança.

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Transporte e educação são temas do 3º bloco de debate entre Tarcísio e Haddad na Globo; acompanhe ao vivo · Imagem: Source: www.terra.com.br

Em resposta, Tarcísio defendeu os resultados de sua gestão e afirmou que os indicadores de criminalidade em São Paulo estão em queda, chegando aos menores níveis da história. O governador citou operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo a prisão de integrantes que estavam na Bolívia, e afirmou que sua administração impôs prejuízos à organização criminosa, inclusive em setores como transporte e combustíveis.

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Imagem da matéria: Transporte e educação são temas do 3º bloco de debate entre Tarcísio e Haddad na Globo; acompanhe ao vivo · Imagem: Source: www.terra.com.br

Tarcísio também mencionou ações contra o tráfico de drogas na região central da capital, onde fica a Cracolândia, e prisões relacionadas a crimes de “novo cangaço” em Piracicaba. Ao destacar o trabalho das forças policiais, cumprimentou os agentes envolvidos nas operações.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca seu segundo mandato como governador de São Paulo Foto: Divulgação / Estadão
Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca seu segundo mandato como governador de São Paulo Foto: Divulgação / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Na sequência, Haddad questionou a relação política de Tarcísio com a família do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite. O petista afirmou que o governador havia participado de um palanque para pedir votos aos filhos de Milton Leite, que, segundo ele, teriam influência sobre a prefeitura e o sistema de transporte da capital.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) Foto: Fotos: Alex Silva / Estadão e Facebook / Fernando Haddad / Estadão
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) Foto: Fotos: Alex Silva / Estadão e Facebook / Fernando Haddad / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Tarcísio rebate Haddad sobre relação com vereador acusado de elo com PCC: ‘Você tem experiência’:

Tarcísio e Haddad durante o primeiro debate do segundo turno de 2022. Foto: Renato Pizzutto/Band/Divulgação / Estadão
Tarcísio e Haddad durante o primeiro debate do segundo turno de 2022. Foto: Renato Pizzutto/Band/Divulgação / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Tarcísio respondeu que a relação com a família Leite sempre foi institucional e citou iniciativas nas áreas de saneamento, habitação e infraestrutura. Em seguida, contra-atacou, acusando Haddad de já ter participado de um palanque na Favela do Moinho com pessoas ligadas ao PCC.

Imagem da matéria: Transporte e educação são temas do 3º bloco de debate entre Tarcísio e Haddad na Globo; acompanhe ao vivo
Imagem da matéria: Transporte e educação são temas do 3º bloco de debate entre Tarcísio e Haddad na Globo; acompanhe ao vivo · Imagem: Source: www.terra.com.br

A discussão entrou para o âmbito nacional quando Haddad mencionou a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal em conjunto com outras forças de segurança do Estado de São Paulo.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca seu segundo mandato como governador de São Paulo Foto: Divulgação / Estadão
Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca seu segundo mandato como governador de São Paulo Foto: Divulgação / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Haddad defendeu a criação de uma agência antifacção com participação da Polícia Federal e da Receita Federal, para integrar o combate ao crime organizado e evitar disputas de protagonismo entre instituições. Ele citou a Operação Carbono Oculto, que, segundo o candidato, teve iniciativa do governo federal e combateu esquemas ligados ao setor de combustíveis, além de mencionar o Banco Master e fundos suspeitos de lavagem de dinheiro.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) Foto: Fotos: Alex Silva / Estadão e Facebook / Fernando Haddad / Estadão
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) Foto: Fotos: Alex Silva / Estadão e Facebook / Fernando Haddad / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

O petista também propôs o registro de boletins de ocorrência por meio de inteligência artificial no WhatsApp. Tarcísio contestou a necessidade de criar uma nova agência e afirmou que a cooperação entre os órgãos já ocorre em São Paulo. O governador também reivindicou a participação do estado na Operação Carbono Oculto, citando o trabalho do Gaeco, e voltou a defender os resultados de sua administração no combate ao crime organizado.

Tarcísio e Haddad durante o primeiro debate do segundo turno de 2022. Foto: Renato Pizzutto/Band/Divulgação / Estadão
Tarcísio e Haddad durante o primeiro debate do segundo turno de 2022. Foto: Renato Pizzutto/Band/Divulgação / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Saúde e dívida pública

Tarcísio rebate Haddad sobre relação com vereador acusado de elo com PCC: ‘Você tem experiência’
Tarcísio rebate Haddad sobre relação com vereador acusado de elo com PCC: ‘Você tem experiência’ · Imagem: Source: www.terra.com.br

Na segunda rodada de perguntas do primeiro bloco, Tarcísio escolheu o tema Saúde e a região metropolitana da Baixada Santista para debater. Os candidatos discutiram as filas do SUS, a ampliação de leitos, a construção de hospitais e o financiamento do sistema. O confronto também envolveu críticas à gestão da pandemia e, ao final, uma troca de declarações sobre a dívida pública paulista.

Haddad cita ‘caos’ na saúde no governo Bolsonaro, e Tarcísio rebate: ‘Você descumpriu 9 de 10 metas’
Haddad cita ‘caos’ na saúde no governo Bolsonaro, e Tarcísio rebate: ‘Você descumpriu 9 de 10 metas’ · Imagem: Source: www.terra.com.br

O petista afirmou que as filas do SUS no estado não avançam e citou dados que atribuiu ao Tribunal de Contas da União (TCU), segundo os quais o tempo de espera teria aumentado em determinados procedimentos. Ele também criticou o modelo de regulação da saúde paulista, dizendo que pacientes precisam entrar em filas separadas para consultas, exames e cirurgias. O candidato do PT defendeu a criação de hospitais-dia, unidades que realizariam exames e procedimentos cirúrgicos no mesmo local, e afirmou que o sistema de regulação estadual, o Cross, não dá conta da demanda.

Apresentadora da Globo erra nome de candidato e é corrigida por Garotinho no Rio: 'É André'
Apresentadora da Globo erra nome de candidato e é corrigida por Garotinho no Rio: 'É André' · Imagem: Source: www.terra.com.br

Tarcísio respondeu destacando a ampliação da oferta de leitos durante sua gestão. Citou a entrega de hospitais em Peruíbe e Bertioga, a abertura de leitos na Santa Casa de Santos e a previsão de novas maternidades em São Vicente, Guarujá e Praia Grande. Segundo o governador, a região enfrentava uma deficiência histórica de leitos, e seu governo promoveu a maior expansão da rede hospitalar do estado. O governador também defendeu a criação da Tabela SUS Paulista, mecanismo de complementação dos valores pagos por procedimentos hospitalares, com recursos estaduais.

Haddad defende Marina e Simone por críticas de ‘forasteiras’ e cita Tarcísio: ‘Sem endereço em SP’
Haddad defende Marina e Simone por críticas de ‘forasteiras’ e cita Tarcísio: ‘Sem endereço em SP’ · Imagem: Source: www.terra.com.br

Na réplica, Haddad contestou os números apresentados por Tarcísio e afirmou que a fila do SUS continua aumentando. Também contestou a apresentação da Tabela SUS Paulista como uma iniciativa exclusivamente estadual, afirmando que 61% dos recursos utilizados seriam provenientes do governo federal.

Tarcísio rebateu dizendo que o governo federal participa cada vez menos do financiamento da saúde paulista. Defendeu a complementação estadual aos hospitais e afirmou que o governo destina recursos para ampliar a capacidade de atendimento das unidades municipais e filantrópicas.

Haddad atribuiu parte da pressão sobre o sistema de saúde ao represamento de procedimentos durante a pandemia de Covid-19, que, segundo ele, foi agravado pela condução do governo de Jair Bolsonaro. O petista afirmou que o Brasil concentrou uma parcela desproporcional das mortes mundiais pela doença.

Tarcísio reagiu, criticando a gestão de Haddad quando prefeito de São Paulo e afirmando que seu governo está entregando obras e ampliando serviços. O governador disse que pretende transformar todos os AMEs em hospitais-dia e questionou quantas unidades o adversário pretende construir.

Haddad respondeu que sua proposta inicial previa 70 hospitais-dia, mas que a quantidade poderia ser menor caso a regulação do Cross fosse reformulada.

Nos momentos finais da rodada, os candidatos passaram a discutir a dívida pública de São Paulo. Haddad afirmou que o governo federal ampliou os recursos do BNDES e criticou a gestão de Bolsonaro. Também atribuiu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva a renegociação da dívida paulista com a União.

A discussão foi interrompida pelo tempo regulamentar, sem que Tarcísio apresentasse uma resposta completa à última declaração de Haddad.

Bloco 2 - Inclusão de crianças com deficiência e situação fiscal

O segundo bloco do debate, com tema livre, foi marcado por propostas voltadas às mães atípicas, críticas à inclusão de crianças com deficiência na rede estadual e um confronto sobre a situação fiscal do país e de São Paulo. Haddad começou a rodada falando sobre questões fiscais do Estado, mas rapidamente foi interpelado por Tarcísio, que mudou o assunto para a questão das mães atípicas.

Tarcísio apresentou propostas para mães de crianças com deficiências. O governador prometeu criar as Casas das Mães Atípicas, espaços de acolhimento com atendimento psicológico, assistência jurídica e orientação para acesso a direitos. O candidato também afirmou que pretende ampliar os Centros TEA, voltados ao atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista, com unidades em diferentes regiões do estado. Outra proposta é reduzir a jornada de trabalho de servidoras estaduais que sejam mães atípicas.

Haddad desviou inicialmente do tema e criticou a falta de transparência do governo estadual na divulgação dos benefícios fiscais concedidos a empresas. O petista afirmou que São Paulo não disponibiliza informações individualizadas sobre as renúncias tributárias, diferentemente do governo federal, e acusou Tarcísio de recorrer à Justiça para impedir a divulgação dos dados. Haddad prometeu tornar públicas as informações caso seja eleito e também mencionou denúncias e afastamentos de servidores da Secretaria da Fazenda.

Haddad relatou ter conversado com mães de crianças com deficiência durante a campanha e afirmou que algumas precisam permanecer nas unidades escolares por falta de profissionais capacitados para acompanhar os filhos. Tarcísio negou que sua gestão tenha reduzido o número de profissionais especializados e afirmou que contratou mais agentes de apoio escolar, por meio de licitação.

Haddad voltou a contestar a política de inclusão do estado e citou o programa BPC na Escola, criado durante sua gestão no Ministério da Educação. Ele afirmou que o modelo não estaria sendo aplicado adequadamente em São Paulo e convidou o governador a conhecer a realidade das famílias atendidas pela rede estadual.

Economia

Na sequência, Tarcísio mudou o foco para a economia e citou empresas como Casas Bahia, Tok&Stok, Marabraz e Habib's, que, segundo ele, enfrentam dificuldades financeiras ou processos de recuperação judicial. O governador afirmou que o país vive um cenário de endividamento empresarial e restrição ao crédito e questionou Haddad sobre a necessidade de ajuste fiscal no governo federal.

Haddad respondeu atribuindo parte das dificuldades fiscais herdadas pelo governo Lula às despesas deixadas pela administração anterior. O petista citou o pagamento de precatórios e a compensação aos estados após a redução do ICMS dos combustíveis promovida durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, o governo federal desembolsou R$ 92 bilhões em precatórios represados e outros R$ 30 bilhões destinados aos estados.

O candidato também criticou a taxa básica de juros, atualmente em 13,75%, e defendeu as medidas econômicas adotadas pelo governo Lula. Entre elas, mencionou a reforma tributária, o aumento real do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Haddad afirmou que a compensação da perda de arrecadação viria da tributação de contribuintes de renda mais alta.

Ao rebater as críticas de Tarcísio, Haddad também mencionou a situação de empresários envolvidos em crimes, afirmando que não caberia ao governo defendê-los diante de dificuldades financeiras de suas empresas.

Tarcísio sustentou que o problema não se restringe a empresas específicas e voltou a criticar a política fiscal do governo federal. O governador citou o crescimento da dívida pública, que, segundo ele, teria passado de 71% para 83% do Produto Interno Bruto (PIB), além de um déficit nominal de 8,6% do PIB. Também afirmou que o governo Lula aumentou os gastos públicos, descumpriu o arcabouço fiscal e elevou a carga tributária.

O governador classificou a situação como um problema fiscal que afeta o crédito, o consumo e a atividade econômica. Segundo ele, o país precisa reduzir despesas para conter o endividamento e aliviar a pressão sobre os juros. Tarcísio também afirmou que São Paulo gera empregos e empresas e contribui para a arrecadação federal, mas recebe de volta uma parcela menor dos recursos enviados a Brasília.

Haddad contestou a avaliação e afirmou que o governo federal tem adotado medidas para estimular a economia, citando a geração de empregos e a aprovação da reforma tributária. O petista também criticou a gestão econômica do governo Bolsonaro e questionou a política de concessões e privatizações do período, mencionando a venda da BR Distribuidora e a situação da Petrobras.

Bloco 3 - Transporte e educação

No terceiro bloco, os candidatos discutiram propostas para o transporte na região metropolitana de São Paulo e para a educação na região de Campinas. No primeiro tema, Tarcísio destacou obras de mobilidade em andamento, como o Rodoanel Norte e a expansão das linhas de metrô e trem.

O governador afirmou que os investimentos vão ampliar a rede sobre trilhos e reduzir o tempo de deslocamento dos passageiros. Haddad, por sua vez, questionou o ritmo das entregas e ressaltou os recursos federais destinados às obras, além de defender a criação de um bilhete único metropolitano para integrar os sistemas de transporte e reduzir os custos de quem precisa utilizar várias conduções.

Tarcísio afirmou que as obras foram retomadas por sua gestão após paralisações relacionadas à corrupção e à Lava Jato, e contestou a atribuição dos investimentos ao governo federal, argumentando que parte dos recursos corresponde a operações de crédito. Haddad rebateu que a renegociação da dívida dos estados, conduzida pelo governo Lula, reduziu os encargos financeiros de São Paulo e viabilizou investimentos.

Sobre o bilhete único metropolitano, Tarcísio disse que a proposta está em estudo e defendeu a criação de uma governança regional, com integração tarifária e diferentes meios de pagamento. Haddad também criticou as privatizações dos serviços de transporte e afirmou que elas elevaram os custos para os cofres públicos e prejudicaram a qualidade dos trens.

Na segunda rodada, Haddad escolheu o tema educação na região metropolitana de Campinas e questionou o desempenho do ensino médio público paulista. O candidato afirmou que São Paulo caiu da terceira para a décima posição no Ideb durante a gestão Tarcísio e classificou o resultado como o pior da história do estado.

Em resposta, o governador destacou avanços em avaliações internacionais e nacionais, investimentos em alfabetização, formação continuada de professores, recuperação da aprendizagem e expansão do ensino integral. Também citou a ampliação do ensino técnico, a criação de estágios remunerados para estudantes e a implantação de escolas com laboratórios, espaços de inovação e estrutura voltada à formação profissional.

Haddad contestou os resultados apresentados pelo governador e cobrou o cumprimento da promessa de alcançar 60% das matrículas em tempo integral. Tarcísio respondeu que precisou reestruturar unidades antes de ampliar o programa e afirmou que atualmente 35% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em escolas de tempo integral. Ele criticou a proporção de professores contratados temporariamente, que, segundo ele, chega a 47% da categoria, e afirmou que a rede enfrenta problemas relacionados às condições de trabalho e ao uso de plataformas digitais. Haddad ainda atribuiu ao programa federal Pé-de-Meia a redução do abandono escolar, afirmando que a iniciativa foi necessária para manter jovens no ensino médio.

O bloco terminou com um confronto sobre os índices de alfabetização. Haddad afirmou que São Paulo está abaixo da média nacional, citando 61% das crianças alfabetizadas na idade certa, contra 66% no país, e questionou a coordenação do governo estadual com os municípios.

Tarcísio rebateu destacando a conquista do selo ouro do Ministério da Educação na área de alfabetização e questionou a avaliação do adversário. Haddad, porém, insistiu que os indicadores oficiais mostram desempenho inferior à média brasileira e voltou a cobrar explicações sobre a queda do estado no ranking do ensino médio.

Quem participa do debate?

Por que só Tarcisio e Haddad vão participar do debate da Globo:

- Tarcísio de Freitas (Republicanos)

- Fernando Haddad (PT)

Os demais candidatos ao governo de São Paulo não participam porque não atenderam ao critério da emissora de representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional utilizado para o convite. São eles Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP).

Regras do debate

O debate foi dividido em quatro blocos, e teve como base perguntas feitas entre os próprios participantes. O primeiro e o terceiro blocos foram dedicados a temas determinados, com 20 minutos de duração cada, sendo 10 minutos para discussão de cada tema. Nesses blocos, cada candidato escolheu um tema entre seis previamente definidos pelo jornalismo da Globo, mostrados em um telão.

Depois, cada um selecionou uma região metropolitana no estado. A questão proposta ao adversário foi relacionada tanto ao tema quanto à região. Cada candidato teve seis minutos por tema.

O segundo e o quarto blocos tiveram tema livre, com 20 minutos cada. Neles, os candidatos tiveram 10 minutos para debater e gerenciar o tempo. Ao final, os candidatos apresentaram suas considerações finais.