Susana Rita Teresa Chiarotti Boero (Santa Fé, 1946), ou Susana Chiarotti é uma advogada argentina, professora universitária e ativista dos direitos das mulheres. Fez parte do conselho do Comitê para a América Latina e as Caraíbas em Defesa dos Direitos da Mulher, é membro histórica do Comité do Belém do Pará e representante da Argentina no comité de especialistas em violência da Organização dos Estados Americanos que monitoriza o cumprimento por parte dos estados signatários da Convenção de Belém do Pará.

Biografia Susana Chiarotti nasceu em Santa Fé em 1946. Licenciou-se em direito em 1974 na na Universidade Nacional de Rosário, onde continuou a viver. Durante a Ditadura Militar Argentina esteve exilada na Bolívia, onde co-fundou o Centro de Estudos Jurídicos e Investigação Social, e regressou a Rosário em 1984. Em meados da década de 80 teve conhecimento de Dora Coledesky, que criara a Comissão pelo Direito ao Aborto. Integrou esta organização, e começou a investigar o tema de gravidez e maternidade forçada. Em 1993, participou na Conferência Mundial de Direitos Humanos em Viena, onde se consagraram os direitos das mulheres como direitos humanos. Em Rosário, fundou uma série de organizações dedicadas à luta pelos direitos humanos, incluindo a organização INSGENAR - Instituto de Género, Direito e Desenvolvimento de Rosário, que teve início em 1996. Em 2003 participou no XVIII Encontro Nacional de Mulheres, em Rosário. Antes do evento, decidiu, juntamente com Marta Alanis, adoptar a cor verde como símbolo da luta pelos direitos reprodutivos da mulher, o que iria dar origem ao lenço verde, que foi distribuído pela primeira vez neste encontro e se iria tornar o símbolo internacional de luta pelo direito ao aborto legal e outros direitos reprodutivos.

Susana Chiarotti faz parte do conselho do Movimento Popular pela Educação em Direitos Humanos (PDHRE), com sede em Nova Iorque, e integra o CLADEM (Comité de América Latina y El Caribe para la Defensa de los Derechos de la Mujer; Comitê para a América Latina e as Caraíbas em Defesa dos Direitos da Mulher). Este último foi fundado em 1987 e registado formalmente em 1989 na cidade de Lima, no Peru. Trabalha ainda para a Organização dos Estados Americanos (OEA), para a qual produz relatórios sobre a situação dos direitos das mulheres na Argentina. Ela observa que há muito a ser feito, mas, em comparação com outros países vizinhos, a Argentina está na vanguarda, embora ainda seja misógina e androcêntrica. Afirma que, nos últimos 30 anos, seu país progrediu, ainda que apenas no sentido de que o poder do homem no lar passou a ser responsabilizado. Ela observa que agora se reconhece que "a violência contra as mulheres é errada". Entre 2004 e 2024, integrou o Comité de Peritas do Mecanismo de Seguimento da Convenção de Belém do Pará (MESECVI).

Referências

Ligações externas