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A República Democrática do Congo (RDC) registrou mais de 8.000 casos de Ebola , incluindo quase 4.000 mortes, em meio ao pior surto do vírus na história do país, segundo autoridades congolesas consultadas pela AFP nesta segunda-feira, 28.

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Em meados de maio, várias semanas após a última onda, a RDC declarou seu décimo sétimo surto de ebola, doença que matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.

Até o momento, as autoridades registraram 8.067 casos — incluindo 3.901 mortes e 2.070 recuperações — desde o início da crise atual, o que representa uma taxa de mortalidade de 48,4%, segundo os dados oficiais mais recentes.

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O surto começou na província de Ituri, no nordeste, e se espalhou por sete províncias do país, sendo Ituri, Kivu do Norte, no leste, e Haut-Uele, no nordeste, responsáveis pela maioria dos casos.

Após um rápido aumento, o número de casos estabilizou, de acordo com a agência de saúde da União Africana, a África CDC, que, no entanto, descarta considerá-lo “sob controle”.

Funcionários da Cruz Vermelha enterram uma vítima de Ebola no Cemitério de Rwampara, em Rwampara, Congo Foto: Moses Sawasawa/ AP

O Ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas. Os primeiros sintomas podem incluir febre, fraqueza e dores musculares, mas a doença pode evoluir rapidamente e provocar hemorragias e falência de órgãos.
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A Organização Mundial da Saúde afirmou que a epidemia permanece fora de controle e está a caminho de superar o surto de ebola na África Ocidental de 2014-2016, o mais mortal já registrado, que matou mais de 11.000 pessoas, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa./AFP e AP
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