Milena Teixeira

Lula intensificou a preparação para o debate da TV Globo, com foco na gestão do tempo e na postura diante das câmeras

Milena Teixeira

23/10/2026 02:00

Renato Pizzutto/Band

O presidente Lula reservou parte da quinta-feira (22/10) para se preparar para o debate da TV Globo, marcado para esta sexta-feira (23/10). O petista chegou a cancelar entrevista à TV Record e suspendeu gravações de programas para preservar a voz antes do novo confronto.

Segundo apurou a coluna, Lula trabalhou ao lado do núcleo central da campanha à reeleição. Participaram dos preparativos o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o marqueteiro Raul Rabelo; o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT); o senador eleito e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa; e o ex-ministro da Educação Camilo Santana.

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Flávio Bolsonaro e presidente Lula
Renato Pizzutto/Band
A preparação incluiu a montagem de uma estrutura que reproduz o estúdio e o púlpito da emissora. De acordo com relatos obtidos pela coluna, integrantes da campanha defenderam que Lula permanecesse atrás do púlpito caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decida ficar em pé durante o confronto.
O presidente também contou com a consultoria da especialista em media training Olga Curado, que já trabalhou em campanhas presidenciais do PT, incluindo as de Dilma Rousseff. O treinamento tem como objetivo ajudá-lo a administrar o tempo de fala e aprimorar o posicionamento diante das câmeras.
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Esses aspectos ganharam importância após o debate entre Lula e Flávio na Band, no domingo (18/10). A avaliação da campanha é que o presidente não aproveitou todo o tempo disponível, de cerca de 15 minutos, e teve dificuldades para se adaptar à dinâmica das câmeras e ao formato do confronto.
Os temas do debate
Além da preparação para o formato do programa, Lula consultou integrantes do governo sobre os assuntos que poderão ser abordados no confronto. Segundo apurou a coluna, entre os interlocutores esteve o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
A expectativa é que a campanha explore temas como a relação de amizade entre Flávio Bolsonaro e o advogado e empresário Willer Tomaz, além da controvérsia envolvendo o Bolsa Família após declarações de Danielle Marques, coordenadora da campanha do senador. A questão da quebra de sigilo também poderá entrar na discussão, a depender dos desdobramentos do caso.
A orientação aos aliados é preparar o presidente para responder a eventuais ataques sem cair em provocações do adversário. A estratégia é manter Lula concentrado nas propostas e nos temas considerados prioritários pela campanha.


