O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,2% em julho na comparação com junho. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (16/9).A agropecuária recuou 1,2% e a indústria 0,4%. Já o setor de serviços ficou estável, com variação nula (0,0%).Em junho, na comparação com maio, houve queda de 0,6%. No trimestre encerrado em julho (maio, junho, julho), também houve queda, de 0,3%.Para chegar ao resultado, o Banco Central fez ajuste sazonal (cálculo que remove as flutuações sazonais de uma série temporal para comparar períodos diferentes).Entenda o IBC-Br, a “prévia do PIB”O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto.O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes.IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros do país, a Selic.PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.Uma alta significa que a economia está crescendo em ritmo bom, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.Na comparação com julho do ano passado, o IBC-Br teve elevação de 1,1%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou aumento de 1,5%. No ano, a chamada “prévia do PIB” registrou expansão de 1,5%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.PIB tende a desacelerar em 2026Parte das projeções para o PIB de 2026 indicam desaceleração na economia devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação, fatores que seguem preocupando a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Em 2025, a economia avançou 2,3%. O governo federal esperava repetição do desempenho, mas já adiantou que revisa a previsão “com viés de baixa”.O anúncio da mudança na projeção veio após a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano, que veio com valor de 0,5%, o que representa desaceleração ao trimestre anterior, quando houve avanço de 1,1%. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 1º.O Banco Central, bancos e outras instituições financeiras têm projeções mais modestas que os 2,3%. Elas partem de 2%, em sua maioria. Leia também BrasilPIB do 2º trimestre cresce 0,5% puxado pelo agro, mas economia desacelera BrasilJuros e endividamento pressionam futuro do PIB BrasilQueda no consumo das famílias ajudou a desacelerar PIB do 2º trimestre BrasilFocus: mercado reduz projeção da inflação para 5% e sobe a do PIB Em atualização.







