Mirelle Pinheiro

De acordo com a PF, os veículos comercializados clandestinamente eram roubados principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre

Letícia Guedes
14/10/2026 07:51
Divulgação/PF
Nesta quarta-feira (14/10), a Polícia Federal (PF) deflagrou, em Jaguarão (RS), operação para aprofundar as investigações sobre um grupo suspeito de atuar na aquisição, transporte e comercialização clandestina de veículos na região de fronteira entre Brasil e Uruguai.
A investigação foi iniciada após uma série de prisões em flagrante realizadas pela PF no município envolvendo veículos com sinais identificadores adulterados.
A partir da análise dos elementos reunidos ao longo das apurações, os investigadores identificaram indícios da existência de uma estrutura criminosa voltada à obtenção de veículos roubados, principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, os quais eram posteriormente transportados até a região de fronteira para comercialização ilícita.
O esquema
Segundo as apurações, os automóveis eram adquiridos por valores inferiores aos praticados no mercado regular e destinados a compradores localizados em território uruguaio.
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Há indícios de que os veículos eram encaminhados para cidades próximas à fronteira e, posteriormente, distribuídos e utilizados em diferentes localidades daquele país, dificultando a recuperação dos bens pelas autoridades brasileiras.
Também foi identificada a atuação de indivíduos com funções distintas na cadeia criminosa, envolvendo a obtenção dos veículos, o transporte até a fronteira, a intermediação das negociações e a entrega aos compradores estrangeiros.
A PF informou que os elementos reunidos até o momento indicam uma atuação contínua e especializada voltada ao abastecimento do mercado ilícito de veículos em território uruguaio.
A operação
Nesta quarta (14), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão: dois em Rio Grande (RS), um em Jaguarão (RS), um em Porto Alegre (RS) e um em Alvorada (RS). Também foram determinadas pelo Poder Judiciário medidas cautelares diversas da prisão.
Conforme informou a PF, as diligências realizadas nesta fase têm como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos, localizar bens de interesse da investigação e aprofundar a apuração sobre a dimensão das atividades criminosas investigadas.


