O monolignol é o metabolito secundário essencial e o precursor direto na biossíntese da lignina, o polímero hidrofóbico que revolucionou a evolução das plantas terrestres ao conferir-lhes rigidez mecânica e a capacidade de condução hidráulica. Originados na via dos fenilpropanoides a partir da fenilalanina, os três monómeros principais — álcool p-cumarílico, álcool coniferílico e álcool sinapílico — diferem estritamente pelo padrão de metoxilação no anel benzénico, o que determina as propriedades físicas finais da parede celular através das frações estruturais p-hidroxifenil (H), guaiacil (G) e siringil (S). Após a sua síntese citoplasmática, estes compostos hidrossolúveis são exportados para o apoplasto via transportadores ABC ou vesículas, onde a sua polimerização é catalisada localmente por peroxidases e lacases específicas. Este processo de acoplamento radicalar oxidativo gera uma rede tridimensional aleatória que se interliga covalentemente às hemiceluloses, selando a parede celular secundária, impermeabilizando os elementos condutores do xilema contra pressões hidrostáticas extremas e criando uma barreira recalcitrante contra o ataque de microrganismos patogénicos. Do ponto de vista da bioeconomia e da biotecnologia industrial, o rácio e a estrutura destes monolignóis são alvos prioritários de engenharia genética; a modificação precisa das suas vias enzimáticas permite desenvolver culturas bioenergéticas modificadas que reduzem significativamente os custos energéticos e químicos na produção de pasta de papel e na sacarificação da biomassa para biocombustíveis de segunda geração.
Referências