A Justiça do Rio de Janeiro tornou réus os cinco indiciados da morte, a pauladas, do ciclista Claudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos. Segundo a decisão, incluída no processo nessa terça-feira (15/9), os suspeitos responderão por homicídio qualificado em razão de “agressões físicas brutais”.3 imagensFechar modal.1 de 3Ciclista Cláudio Rafael Landeiro, morto no Rio ao ser confundido com ladrãoReprodução/Redes sociais2 de 3RJ: segurança é preso por morte de ciclista espancado em CopacabanaReprodução/Redes sociais3 de 3Wellington Luiz Santos de Souza, vulgo Doideira, tem ao menos seis registros na ficha criminal da políciaMaterial cedido ao MetrópolesO espancamento ocorreu em 12 de agosto em Copacabana, zona sul do Rio. Cláudio Rafael morreu um dia após as agressões. Leia também Mirelle PinheiroPolícia Civil indicia 13 por linchamento de ciclista em Copacabana BrasilCiclista morto em Copacabana levou 63 pauladas em 9 minutos BrasilOutro suspeito se entrega por morte de ciclista atacado em Copacabana BrasilPolícia procura por 5º suspeito do espancamento que matou ciclista no Rio Entre os cinco réus estão Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza.Davi e Jorge trabalhavam prestando serviços de segurança de forma irregular em Copacabana, enquanto Felipe e Aílton atuavam como entregadores de aplicativo. O quinto suspeito, identificado como Wellington, vulgo Doideira, está foragido após fugir para o Paraguai.“Com essa decisão, todos os acusados se tornaram réus no processo penal pelo crime de homicídio qualificado, fundamentado em agressões físicas brutais registradas por câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos colhidos na investigação”, informou a Justiça do Rio.Na mesma decisão, o juiz converteu a prisão temporária dos réus em preventiva. Segundo o magistrado, isso serve para prevenir que os crimes se repitam e garantir a proteção das testemunhas durante o processo.Entenda o casoEm 12/8, Cláudio Rafael estava de bicicleta e foi abordado pelo segurança de um restaurante, na Rua Barata Ribeiro. O funcionário suspeitou do ciclista e, então, questionou se a bicicleta era dele.Ao Metrópoles, a irmã dele, Nathalia, esclareceu que a bike, realmente, não era dele, pois ela havia emprestado o veículo para ele passear. Ela acrescentou que ele não soube explicar direito a questão da bicicleta devido a problemas cognitivos. Leia também Mirelle PinheiroPolícia Civil indicia 13 por linchamento de ciclista em Copacabana BrasilCiclista morto em Copacabana levou 63 pauladas em 9 minutos BrasilOutro suspeito se entrega por morte de ciclista atacado em Copacabana BrasilPolícia procura por 5º suspeito do espancamento que matou ciclista no Rio Após a resposta de Cláudio Rafael, o segurança passou a suspeitar de que ele tivesse roubado a bicicleta e tomou o veículo à força. Depois disso, a vítima foi para casa, e o segurança chamou dois entregadores que passavam pelo local para irem atrás dele.Depois de cair no chão, os motoboys continuaram chutando parte do corpo da vítima, incluindo a cabeça. A vítima recebeu atendimento dos bombeiros, foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.











