Vinicius Passarelli

Deputados próximos a Eduardo Bolsonaro avaliam que grupo perdeu espaço político para ala do PL de SP ligada Nikolas Ferreira

Vinicius Passarelli

06/10/2026 08:00

Reprodução/ Redes sociais
Deputados próximos a Eduardo Bolsonaro (PL) avaliam que o grupo perdeu espaço para a ala mais ligada ao deputado Nikolas Ferreira em São Paulo devido a um “acerto estratégico” do parlamentar mineiro.
Deputado federal mais votado do Brasil com mais de 3 milhões de votos, Nikolas também emplacou aliados em São Paulo com altas votações. O vereador Lucas Pavanato (PL) teve votação quase semelhante ao “padrinho” e foi o mais votado no estado. Com isso, ambos passaram o próprio Eduardo e se tornaram os deputados mais votados da história.
Para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o grupo elegeu Eduarda Campopiano (PL), vereadora em Praia Grande, com quase 2 milhões de votos. Outros aliados de Nikolas e Pavanato que se elegeram deputados estaduais foram Thomaz Henrique (PL), com 178 mil votos, e Felipe Sertanejo (PL), que obteve 138,3 mil votos.
Aliados de Eduardo Bolsonaro ouvidos pela coluna avaliam que houve um erro na estratégia do chamado “bolsonarismo raiz”, como se autointitulam para se diferenciar das outras alas do PL, como o grupo mais “centrista” próximo a Valdemar Costa Neto e o grupo ligado a Nikolas Ferreira.
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“O grupo do bolsonarismo raiz dividiu os votos em muitos candidatos que não tinham chances. O Nikolas concentrou em uma só. Acertaram, nós erramos”, afirmou um deputado bolsonarista.
A avaliação é de que pulverização de votos prejudicou o grupo, enquanto os chamados “votos de internet” migraram de forma massiva para Pavato e Eduarda Campopiano. Neste cenário, nomes próximos à família Bolsonaro que eram avaliados como competitivos não conseguiram eleger, como Zoe Martinez, Sonaira Fernandes, Tomé Abduch e Pedro Poncio (Novo).


