Um fóssil preservado no interior de um âmbar revelou uma nova espécie de inseto que viveu há cerca de 99 milhões de anos, ainda na era dos dinossauros. Batizado de Cretodorus noonoo (ou Noo-Noo) , o exemplar possui um atributo físico que chamou a atenção dos pesquisadores: peças bucais bem longas e flexíveis – a estrutura localizada na cabeça servia para capturar, processar e ingerir alimentos entre os insetos.Durante a análise, foram examinados fósseis de insetos pertencentes à família Neazoniidae, uma antiga linhagem de cigarrinhas da qual o gênero Noo-noo faz parte. Apesar de os antepassados terem peças bucais robustas, os parentes modernos têm estruturas mais simples, o que demonstra que a robustez foi somente uma adaptação evolutiva da época. Leia também CiênciaTamanduá-bandeira ajuda a manter equilíbrio ambiental ao consumir insetos CiênciaFóssil de inseto de 324 milhões de anos revela nova espécie com 24 patas CiênciaBaratas paramédicas: pesquisadores criam insetos para ajudar em resgates BrasilFebre do Nilo: SC confirma 1ª morte por doença rara causada por inseto As descobertas lideradas pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, e pela Academia Chinesa de Ciências tiveram os resultados publicados na revista Insects no final de julho.Para analisar as peças bucais alongadas, foi utilizada microtomografia computadorizada de alta resolução. Os resultados mostraram que a estrutura tinha dobras transversais que, provavelmente, davam flexibilidade, como se fosse um canudo flexível.O fato de as peças bucais dos fósseis examinados terem sido encontradas curvadas é mais uma prova da flexibilidade da estrutura. O mesmo atributo não é visto nos parentes atuais da família.As investigações também apontaram que , apesar de a peça bucal do Noo-Noo conseguir perfurar e sugar superfícies, o inseto não se alimentava de néctar. A principal hipótese é que a nova espécie era especialista na sucção de seiva das árvores.





