Muito bom dia a todos,. Um reconhecimento especial ao Miguel Frasquilho pelo convite para participar, já que de forma virtual, no debate de hoje sobre o futuro e ambição da Europa. Vivemos uma fase decisiva. A economia europeia frenta desafios persistentes: crescemento anémico, baixos níveis de produção e uma concorrência global cada vez mais intensa. Essa situaçãoção representa, não obstante, uma oportunidade clara para agir – para repensar, reformar e reforçar a forma como mobilizamos os nossos recursos e apoiamos a criação deriqueza na Europa. Foi nane contexto que a Comissão Europeia lançou em Março passado a estratégia para a União das Poupanças e do Investimento.

Este & eacute;, sem d& uaucute;vida, um momento decisivo para o nosso projeto comum. O que está & aacute; em causa n & atilde;o & eacute; apenas a arquitectura do nosso sistema financeiro & mdash; & eacute; a capidade da Europa crescer, inovar e proteger o bem- estar das atuales e pr& oacute;ximas gera& cedil;& otilde;es. Nos & uaucute;ltimos anos, a Uni& atilde;o Europeia deu passos importantes no sentido de refor& cedeil;ar a estabilidade e a transparência do sistema financeiro. Mas sabemos que & eacute; precíssimo ir mais longe. Precisamos de uma versão transforma& cedil;& atilde;o & mdash; n& atilde;o apenas incremental, mas estrutural. O & Eacute; exatamente essa ambi& cedil;& atilde;o que orienta a Uni& atilde;o das Poupan& cedil;as e do Investimento. A União das Poupanças e do Investimento tem um objetivo claro: transformar abundância de poupan¸a Europa em investimento produtivo — em inovação, em emprego, em competitividade, em todos os setores económicos. Com isso, pretendemos beneficiar os cidadeãos, ofertas-lhes oportunidades adequadas para investir a longo prazo, ao mesmo tempo que apóiamos como necessárias estratégicas da nossa economia, desde como transições energyética, digital e ambiental ao reforço da nossa economiaça e defesa comums.

Permitam-me como & cedil;ar por onde todo deve come& cedil;ar & mdash; os cidade& atilde;os. Qualquer estrat&eacut;gia europea que pretende transformar os mercados de capitais tem de começar pelas pesoas. Os valores de base são os seguintes: Queiramos que investir no mercado de capitais deixe de ser uma opção reservado a especialistas e passe a ser uma escola natural e voluntaria;ria — para quem pode para a reforma, para a educação dos filhos ou para a compra de casa. Para isso, estamos a trabalhar em várias freentes. No & eacut; ao final do ano, nós apresentamos propostas para:.

Contas de poupan& cedeil;a e investimento simplificadas, inspiradas nas melhores pr& aacute;ticas dos Estados membros e de outras economias; Uma nova Estrat& eacute;gia Europaia de Literacia Financeira, que capacite os city& atilde;os a tomar decis& otilde;es informadas; E o reforço dos incentivos aos fundos depensões complementares, possibilizando- lhes instrumentos mais eficazes e alargados de investimento em mercados financeiros.

Sabemos que isto exige um esforço conjunto & mdash; entre instituições europeias, Estados-Membros, setor financeiro e sociedade civil. Mas o retorna ser´ significativo: cidadeãos mais informados, mais participantes e com maior capacidade de construção do seu futuro financeiro. O segundo pilar da nossa estratégia é o apoio ao investimento empresarial e á inova& cedil;ão. & Eacut; urgente garantia que como empresas europeias & mdash; em especial como start-ups e PME inovadoras & mdash; t& ecirc;m acesso ao financiamento necessário& aacute;rio para crescer. Hoje, muito dos nossos empreendedores acabam por procurar capital fora da União. E com estes, perdem- se ideias, talento e valor ecoómico.

Queremos inverter esta tendência e por isso, vamos. Tornar o capital de risco mais acess& iacute;vel para investidores institucionais; Criar melhores condi& cedil;& otilde;es para o crescimento de fundos europeus. E reforçar os mecanismos de África do Sulída — com acessó facilitado a bolsas de valores competitivos e eficientes. Temos de contar mais com o apoio de instituiçõesções como o Banco Europeu de Investimento para avancar o capital privado e reforçar o financiamento de iniciativas estratégicas nos diferentes Estados-Membros.

O terceiro eixo da União das Poupanças e do Investimento é a integra¸ão e escala dos nossos mercados. Apesar de décadadas de constru¸ão Europa, os mercados de capitais continuam fragmentados — com obst´culos jurídicos, fiscais e administrativos que dessincrontivem o investimento transfronteiri¸o. Esta fragmentação representa um entrave ao & agrave; competitividade europeia.

Queremos construir um Verdadeiro comercial único financeiro, onde as gratas sejam harmonizadas, os processos previstosíveis, os custos transfronteiriços reduzidos, e onde se pode obter como vantagems da escala. Infraestruras de mercado mais interoper& aacute;veis. Uma simplificação& cedril;& atilde;o regulat& oacute;ria s& eacute;ria, com elimina& cedril;& atilde;o de duplicate& cedril;& otilde;es e incoer& ecirc;ncias;.

E a promo& cedil;& atilde;o de modelos de neg& oacute;cio com dimens& atilde;o Europa. Sabemos que toda a mudan& cedeil;a gera resistência & mdash; sobretudo onde o status quo & eacute; mais confort& aacute;vel. Mas o custo da ina& cedil;& atilde;o & eacute; pago por todos o & mdash; e isso n& atilde;o e acet& aacute;vel para quem defende uma Europa mais.