Foto: TV CorreioMiriam Araújo, mãe de Mirelly Laila, que está presa por suposto envolvimento na morte do bebê Bryan Gabriel, de 23 dias, acredita que a filha tenha caído em uma armadilha. A armadilha teria sido planejada por Marcos Gabriel, pai de Bryan e suspeito de desferir 24 facadas contra a criança. Mirelly e Marcos estão presos em presídios de João Pessoa.Em entrevista à TV Correio, Miriam Araújo relatou como Mirelly conheceu Marcos. Segundo ela, os dois começaram a se falar através de um jogo online e, tempo depois, Mirelly foi morar com o suspeito em Belo Horizonte.Em Minas, o casal morou na casa da mãe de Marcos, local conde Mirelly passou a ser agredida e perdeu uma criança com quatro meses de gestação. A suspeita é de que a criança não fosse filha de Marcos.“[Ela] viveu uns oito meses com esse Marcos lá (Belo Horizonte) e a vida dela estava conturbada, não era o que ela esperava dele. Pensou que ele era uma coisa, mas ele era outra. Lá, a barriguinha dela começou a crescer e ela achava que era dele a criança [menina que Mirelly estava grávida, mas perdeu a criança], que estava grávida dele. Dentro de duas semanas que ela estava com ele, ele começou a fazer agressão na casa da mãe dele. Ela não podia sentar em uma cadeira que ele mandava ela se levantar. Ela tinha mandado um vídeo ele jogando ela no chão, tirando ela da cadeira, judiando com ela. A mãe dele pegou, empurrou ela, bateu na barriga dele e ela perdeu a criança. Já estava com quatro meses”, contou Miriam.Na entrevista, Miriam também afirmou que mesmo após ser agredida, Mirelly continuou morando com Marcos e o casal resolveu morar na Paraíba. Em Patos, eles se separaram e Bryan foi registrado no nome de um antigo namorado de Mirelly, chamado Danilo.Ainda segundo Miriam, Mirelly e Marcos se separaram e ela reatou namoro com Danilo. Esse teria sido um dos motivos de Marcos ter marado Bryan. “Acho que ele planejou isso tudo. O problema dele não é a criança. O foco dele é Mirelly”, disse Miriam.O crimeO bebê foi morto no dia 14 deste mês ao levar 24 facadas, sendo uma dela no coração. Segundo o chefe do Instituto de Medicina Legal (IML), Dionísio Filho, uma das facadas no bebê atingiu o coração.“Um caso chocante. A equipe pericial identificou no corpo da criança 24 perfurações por arma branca. A gente pode afirmar que ele sofreu, agonizou antes da morte. Foram perfurações no tórax, abdômen, no dorso e na face. Antes de ele chegar ao óbito ele sofreu. Uma das perfurações foi no coração. O bebê perdeu todo o sangue. Acontece o choque hemorrágico, o bebê perdeu todo o sangue até entrar em anemia aguda, mas até esse momento chegar ele agonizou. Não dá para se falar em acidente pelo número de lesões”, disse o perito.Receba todas as notícias do Portal Correio no grupo do WhatsApp ou assine o canal do Portal Correio no WhatsApp









