Chegada do Papa As visitas do Papa são pastorais e ele vem para nos tornar pessoas melhores para todos. Nossos problemas terrenos são nossa responsabilidade e não se deve envolver o Papa para acusar uns aos outros e tentar escapar. Somos todos responsáveis por nossa realidade, com seus prós e contras. Guillermo Paniego guillermo.paniego@hotmail.com Escuta direta Em sua recente coluna, Jorge Liotti apontou com agudeza que em todos os governos existe um momento crítico em que a gestão começa a «se dissociar da percepção do resto». Esse fenômeno de isolamento, alimentado pelo microclima do poder, costuma terminar desfocando a narrativa oficial sobre a realidade cotidiana do cidadão comum. Para contrabalançar essa inevitável «bolha», proponho um mecanismo simples: que o Presidente receba uma vez por semana, sozinho, um cidadão escolhido estritamente ao acaso. Durante 15 minutos, cada participante exporia seu dia a dia —como vive, o que o preocupa e como a conjuntura afeta sua família— sob uma única condição: não pedir nada para si nem para terceiros. Um exercício de escuta pura, livre de intermediários e demandas clientelistas, seria o antídoto ideal contra a desconexão do poder e uma valiosa ferramenta para manter os pés no chão. Andrés D'Agostino andresdagos@gmail.com O desafio Os argentinos da minha geração e das gerações anteriores, nascidos entre 1930 e 1960, sobreviveram à agitada história argentina, «ao vivo e na core». Nada nos contaram; tudo vivemos e sofremos, superando diversas armadilhas como pudemos, lutando como gatos entre a lenha... Houve muitos culpados e poucos inocentes e aqui estamos nós, habitantes de um país geograficamente belo, com tudo o necessário para ser melhor, mas que não consegue alimentar e prover um bom nível de vida a um terço de sua população, que vive abaixo da linha da pobreza. O desafio é esse: basta de disputas irrelevantes e vamos todos juntos atrás do grande desafio de tirar nossos irmãos da punição que significa viver sem o suficiente. Guillermo González Lima ggonzalezlima@gmail.com Patriotismo Nos últimos dias, Milei expôs na ONU nosso pleito de soberania sobre as Ilhas Malvinas. Assim como o primeiro-ministro britânico defendeu os kelpers, o presidente argentino esqueceu-se de mencionar os veteranos de guerra que regaram com seu sangue o solo patrio, muitos vivos com sequelas do conflito, outros presos por nos terem tirado de ser um país marxista na década de 70. Gostaria de saber se como comandante das FF AA (dos em atividade e aposentados), o ministro da Defesa e os Chefes de Estado-Maior informaram a quantidade de militares idosos, presos políticos condenados por uma Justiça Federal prevaricadora e um Supremo Tribunal que avaliou, por impulso do governo kirchnerista, essas aberrações jurídicas. Senhor Presidente, está em suas mãos corrigir tal atropelo. Guillermo Dominguez Matheu guidomatheu@gmail.com De la Fuente Devo felicitar a jornalista Fabiola Czubaj e à equipe de edição e fotografia da LA NACION por sua nota sobre os 100 anos do Instituto del Diagnóstico (IADT). Recebi recentemente uma comunicação inclusive por isso do professor Simon Stertzer, de Stanford, terra de prêmios Nobel, e que já em 1978 realizou nos EUA, a primeira angioplastia coronária naquele país. Stertzer é quem, há quase 40 anos (1987), com Luis de la Fuente, colocou os primeiros stents coronários na Argentina no Sanatorio Güemes. Foram dois tipos distintos de stents, experimentais e muito bem-sucedidos, que aperfeiçoaram o stent Palmaz-Schatz. No IADT, também em 1996, instalou-se a primeira máquina angiógrafa do mundo de cateterismo e angioplastia com sistema de compact disc inviolável. Depois vieram sucessivos sistemas em 3D. Não vá ser que, como já aconteceu com dois importantes políticos de outrora (mas em outras instituições), se magnifique alguma doença, enquanto que a outros mandatários também de outrora minimizaram-se. Ontem faleceu lamentavelmente o senador nacional da La Rioja, Juan Carlos Pagotto, grande advogado penalista, que fez há pouco tempo, e na sessão plenária do Senado da Nação, uma surpreendente homenagem ao doutor Luis De la Fuente, que se viralizou. Pagotto ia reimpulsionar desde a Câmara Alta a candidatura ao Prêmio Nobel de Medicina desse cardiologista intervencionista, que até para a IA conta com grandes possibilidades. É um caminho o que iniciou De la Fuente, quem desenvolveu desde 1965 e 1966 e desde a Argentina para o resto do mundo, levando-a fora dos EUA, à coronariografia (CCG): o cateterismo seletivo das artérias coronárias, método padrão-ouro e gold standard, sem o qual não é possível efetuar corretamente nem o bypass (se for que se precise) nem a angioplastia nem os stents coronários, todos aportes onde os argentinos Favaloro, Benetti, Palmaz, Parodi e De la Fuente descollaram até mesmo desde nossas terras. Héctor de la Fuente Fitte Ex1er. Vocal da Sociedade Argentina de Jornalismo Médico hectordelafuente2025@gmail.com Trâmite em Roma Quero tornar pública minha grata surpresa diante do tratamento recebido no consulado argentino em Roma após sofrer o roubo de nossos passaportes no metrô ao chegar a essa cidade. Isso aconteceu numa sexta-feira à noite e nosso voo saía no dia seguinte. Graças à ajuda da senhorita Florencia, do Ministério de Relações Exteriores em CABA, que fez contato com o consulado em Roma, nos receberam especialmente no sábado pela manhã, ajudando-nos com o trâmite e permitindo-nos assim continuar a viagem. Desejo destacar tanto sua amabilidade quanto as do cônsul adjunto Facundo Santiago e da cónsul Marina Mantecon, todos eles atentos e dispostos a nos ajudar e tranquilizar em nossa desesperação. Espero que isso chegue aos ouvidos de vocês. Não acontece todos os dias. Karin Efron karsaru@yahoo.com.ar Na Rede Facebook Um custódio da ministra de Segurança Alejandra Monteoliva foi baleado numa tentativa de roubo em González Catán, partido de La Matanza "Que estranho La Matanza" - Mario Roa "O conurbano é o Inferno" - Emi Tulkas "Acho que não falta muito para intervir a província de Buenos Aires" - Liliana Iglesias









