Neila Guimarães

Aliados atribuem avanço a posições sobre segurança e economia e ao desgaste de Moraes

Neila Guimarães

16/09/2026 13:29, atualizado 16/09/2026 13:33

Reprodução/ Flávio Bolsonaro
A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), avalia que o senador chega a esta etapa da corrida eleitoral com um saldo de “zero erros”. Na leitura de aliados, a combinação entre o posicionamento adotado pelo candidato, a composição da campanha e a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) criou um cenário favorável para o avanço de Flávio nas pesquisas.
Aliados atribuem a subida do senador principalmente à estratégia de campanha voltada para temas como segurança pública e economia, além de críticas pontuais a ministros do STF. Na avaliação desse grupo, enquanto Flávio mantém uma trajetória considerada consistente, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria acumulando erros na condução da disputa.
Crise no STF favorece discurso
Outro fator considerado positivo para Flávio é a tensão instalada no STF. Para aliados do senador, a sessão desta terça-feira (15), que iniciou a análise sobre a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, contribuiu para ampliar a exposição do candidato e reforçar o discurso adotado por sua campanha.
A avaliação é de que o desgaste provocado pelo episódio envolvendo Moraes atinge a imagem de Lula, que mantém relação próxima com o ministro. Embora o presidente tenha buscado, em determinados momentos, se desvincular politicamente do magistrado, os dois tiveram encontros recentes. Entre eles está o jantar articulado para aproximar Lula do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Lula mantém elogio a Moraes
Aliados de Lula vinham aconselhando o presidente a se afastar da imagem de Moraes diante do desgaste provocado pelo episódio envolvendo o ministro. A fala de Lula nesta quarta-feira (16), no entanto, aponta em outra direção.
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Em entrevista ao podcast Desce a Letra, o presidente afirmou que “Moraes prestou grandes serviços à democracia brasileira” quando esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A declaração mantém o elogio público ao ministro justamente em um momento de pressão política sobre sua atuação.
Críticas pontuais ao Supremo
A estratégia de Flávio, segundo aliados, é manter o ritmo sem ampliar o confronto com o STF como instituição. A orientação é preservar críticas direcionadas a ministros específicos, evitando ataques generalizados à Corte.
A avaliação interna é de que o candidato precisará manter bom trânsito no Supremo caso seja eleito, sobretudo porque poderá indicar três ministros para a Corte durante um eventual mandato.
Flávio aparece à frente na Quaest
O avanço de Flávio aparece também em levantamentos nos quais o senador vinha apresentando desempenho mais discreto ao longo da campanha. Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (14), mostra Flávio numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno: 42% contra 40%. Os dois, no entanto, permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

